ANÁLISE SINTÉTICA - Fim de Junho de 2026


Estado da adoção do IPv6 em Portugal

Cerca de 31% dos sites mais populares do mundo são acessíveis por IPv6, mas apenas cerca de 24% dos sites mais populares em .PT o são. No Estado Português a popularidade do IPv6 é menor pois apenas cerca de 14% dos seus sites são acessíveis por IPv6. Ambos os indicadores sobre Portugal tiveram um progresso de 2% cada um no último trimestre.

Por outro lado, cerca de 50% dos utilizadores domésticos em Portugal têm acesso ao uso de endereços IPv6, o que constituí uma subida significativa face ao trimestre anterior. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação.

Estado da adoção de DNSSEC em Portugal

A adoção de DNSSEC é de forma geral baixa a nível mundial, mas apesar de tudo é mais popular em Portugal do que no mundo, pois cerca de 20% dos sites mais populares em .PT usam DNSSEC (contra cerca de 12% no resto do mundo). Nos últimos meses ambos os indicadores estagnaram em Portugal e a nível geral. O suporte de DNSSEC nos sites do Estado Português é mais popular que nos sites mais populares em .PT (cerca de 38% contra 20%) e subiu cerca de 2% no trimestre.

Por outro lado, cerca de 28% dos acessos ao DNS em Portugal são realizados usando resolvers de ISPs e resolvers abertos que validam as entradas DNS autenticadas através de DNSSEC. Este valor estava continua estável nos últimos meses. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação.

Estado da adoção de HTTPS/TLS em Portugal

A adoção de HTTPS/TLS é hoje em dia generalizada pois cerca de 89% dos sites mais populares do mundo o utilizam, cerca de 81% dos sites mais populares em .PT suportam HTTPS/TLS e cerca de 84% dos sites do Estado Português também suportam HTTPS/TLS. No entanto, o número de servidores de email que suportam STARTTLS é em média inferior em todas as listas analisadas, em particular ao nível do Estado Português, pois só cerca de 38% dos servidores o adotam. Também não se verificam alterações significativas nestes indicadores nos últimos meses, com exceção de uma ligeira melhoria nos servidores do Estado Português.

Infelizmente, a correta adoção deste suporte é francamente inferior pois, em todos os grupos analisados, o suporte da versão atualmente recomendada (TLS 1.3) está entre os 74% e os 62% nos sites web e entre 72% e os 33% nos servidores de email. Já o abandono do suporte de versões consideradas perigosas (TLS 1.0 e 1.1) continua estagnado ou com ligeiras melhorias a nível dos sites de email (66% a 57% nos sites web e entre 46% e 24% nos servidores de email).

Proteção contra ataques de phishing via email em Portugal

A correta adoção de medidas contra ataques de phishing no email é em geral baixa nos sites mais populares no mundo, pois apenas cerca de 49% as adotam, mas ainda mais baixa nos sites mais populares em .PT do que no mundo, pois apenas cerca de 31% as adotam. Este indicador é decepcionante a nível dos servidores do Estado Português pois apenas cerca de 18% as adotam. Não se verificaram melhorias neste indicador face ao trimestre anterior. Este estado de coisas revela uma falta de atenção a este serviço e às medidas de apoio à proteção dos utilizadores contra ataques de phishing.

O melhor da web em Portugal

Setores nacionais campeões globais na adoção de tecnologias de segurança (classificação INL ≥ 60%): o sistema judicial, serviços e institutos públicos e equiparados, ensino superior público e o sistema científico, comunicação social e portais informativos, as editoras, as associações desportivas, os sites de comércio eletrónico, os de jogos online, os sites das empresas de tecnologia e de produtividade e as redes sociais e app stores. Este grupo de setores quase não tem tido alteração nos últimos meses.

Setores campeões na adoção de HTTPS/TLS (100% de adoção por todos os sites): presidência, parlamento(s) e tribunal constitucional, sistema judicial, e associações desportivas.

Setores campeões na adoção de TLS 1.3 (adoção média superior a 75%): ensino superior privado, banca e seguros, editoras, associações em geral, associações profissionais, ordens e sindicatos, associações religiosas, associações desportivas (a 100%), comércio electrónico, jogos online, os sites das empresas de tecnologia e de produtividade, redes sociais e app stores e empresas do PSI 20.

As redes portuguesas (ISPs e outros sistemas autónomos)

As redes portuguesas (ISPs e outros sistemas autónomos) têm um papel central no estado da Internet Portuguesa, nomeadamente em facetas que dependem diretamente das práticas adotadas na gestão das suas redes.

Cerca de 50% dos utilizadores em Portugal têm acesso ao uso de endereços IPv6 pois os ISPs e outras empresas de serviços já lhes afetam endereços IPv6. Portugal está entre os melhores países da Europa do Sul neste indicador, a par da Grécia. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação. Ver a página completa para uma visão rede a rede e ISP a ISP.

Uma percentagem ignificativa do espaço de endereçamento em Portugal (98%) continua coberto por ROAs (ou Route Origination Authorizations) segundo os APNIC labs. Trata-se de uma das melhores médias a nível mundial como mostra a parte de baixo da página dos APNIC labs indicada. Este indicador continua estável nos últimos meses.

Recentemente, a percentagem do espaço de endereçamento mundial que é acessível a partir de Portugal de forma protegida por route validation passou, segundo os APNIC labs, de cerca de 20% para cerca de 68% em Fevereiro de 2026! Este indicador é um dos melhores da Europa do Sul, e bastante superior à média europeia.

Consultando o fundo da página indicada, com a análise individual de cada rede portuguesa, verifica-se que as redes dos ISPs com maior número de clientes residenciais (DIGI, MEO, NOS e VODAFONE) estão a usar ROAs para filtrarem os pacotes com origem ou destino em redes sem ROAs, com exceção parcial da rede do ISP MEO. A DIGI faz filtragem quase a 100% mas a sua expressão ainda é reduzida em volume de clientes.

Evolução de alguns indicadores nos últimos 2 anos

Entre Fevereiro de 2024 e Junho de 2026, os indicadores sobre a acessibilidade dos sites web através de endereçamento IPv6 aumentaram 3%, de 28% para 31%, nos 1000 sites mais populares no mundo, aumentaram 7%, de 17% para 24%, nos 300 sites mais populares em .pt e aumentaram 2%, de 12% para 14%, nos sites do Estado Português. Assim, confirma-se que a adoção de IPv6 continuou a progredir em todos os setores nestes 2 anos.

No mesmo período, o suporte de DNSSEC aumentou 1%, de 11% para 12%, nos 1000 sites mais populares do mundo, aumentou 3%, de 17% para 20%, nos 300 sites mais populares em .pt e aumentou 12%, de 26% para 38%, nos sites do Estado Português. Com exceção dos sites do Estado Português, o aumento da adoção de DNSSEC foi insignificante em geral.

A penetração do HTTPS não progrediu nos 1000 sites mais populares do mundo, mantendo-se em 90%, progrediu 2%, de 78% para 80%, nos 300 sites mais populares em .pt e aumentou 1%, de 84% para 85%, nos sites do Estado Português. O progresso na adoção de HTTPS foi, naturalmente, pouco significativo, dado o elevado grau de adoção existente previamente.

A adoção de mecanismos de proteção contra phishing nos servidores de email foi muito significativa nos 1000 domínios mais populares do mundo, pois houve um aumento de 7%, de 42% para um total de 49%, nestes servidores, e um aumento de 6%, de 12% para um total de 18%, nos domínios de email do Estado Português. Já nos 300 domínios mais populares em .pt o aumento foi apenas de 1%, de 30% para um total de 31%.

Em Portugal, nos últimos dois anos, houve um progresso significativo no suporte de segurança do routing BGP nos dois parâmetros medidos.


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