ANÁLISE SINTÉTICA - Fim de Março de 2026


Estado da adoção do IPv6 em Portugal

Cerca de 31% dos sites mais populares do mundo são acessíveis por IPv6, mas apenas cerca de 23% dos sites mais populares em .PT o são. No Estado Português a popularidade do IPv6 é menor pois apenas cerca de 12% dos seus sites são acessíveis por IPv6. Ambos os indicadores sobre Portugal mantiveram-se sem alterações no último trimestre.

Por outro lado, cerca de 40% dos utilizadores domésticos em Portugal têm acesso ao uso de endereços IPv6. Também sem alterações significativas face ao trimestre anterior. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação.

Estado da adoção de DNSSEC em Portugal

A adoção de DNSSEC é de forma geral baixa a nível mundial mas apesar de tudo é mais popular em Portugal do que no mundo pois cerca de 20% dos sites mais populares em .PT usam DNSSEC (contra cerca de 12% no resto do mundo). Nos últimos meses ambos os indicadores estagnaram em Portugal e a nível geral. O suporte de DNSSEC nos sites do Estado Português é mais popular que nos sites mais populares em .PT (cerca de 37% contra 20%).

Por outro lado, cerca de 28% dos acessos ao DNS em Portugal são realizados usando resolvers de ISPs e resolvers abertos que validam as entradas DNS autenticadas através de DNSSEC. Este valor estava continua estável nos últimos meses. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação.

Estado da adoção de HTTPS/TLS em Portugal

A adoção de HTTPS/TLS é hoje em dia generalizada pois cerca de 89% dos sites mais populares do mundo o utilizam, cerca de 81% dos sites mais populares em .PT suportam HTTPS/TLS e cerca de 84% dos sites do Estado Português também suportam HTTPS/TLS. No entanto, o número de servidores de email que suportam STARTTLS é em média inferior em todas as listas analisadas, em particular ao nível do Estado Português, pois só cerca de 36% dos servidores o adotam. Também não se verificam alterações significativas nestes indicadores nos últimos meses.

Infelizmente, a correta adoção deste suporte é francamente inferior pois, em todos os grupos analisados, o suporte da versão atualmente recomendada (TLS 1.3) está entre os 72% e os 59% nos sites web e entre 72% e os 33% nos servidores de email. Já o abandono do suporte de versões consideradas perigosas (TLS 1.0 e 1.1) continua estagnado (66% a 57% nos sites web e entre 43% e 23% nos servidores de email).

Proteção contra ataques de phishing via email em Portugal

A correta adoção de medidas contra ataques de phishing no email é em geral baixa nos sites mais populares no mundo, pois apenas cerca de 48% as adotam, mas ainda mais baixa nos sites mais populares em .PT do que no mundo, pois apenas cerca de 31% as adotam. Este indicador é decepcionante a nível dos servidores do Estado Português pois apenas cerca de 18% as adotam. Apesar de tudo nota-se alguma mehoria em todas as 3 amostras face ao trimestre anterior. Este estado de coisas revela uma falta de atenção a este serviço e às medidas de apoio à proteção dos utilizadores contra ataques de phishing.

O melhor da web em Portugal

Setores nacionais campeões globais na adoção de tecnologias de segurança (classificação INL ≥ 60%): o sistema judicial, ensino superior público e o sistema científico, transportes e cobustíveis, comunicação social e portais informativos, as editoras, as associações desportivas, os sites de comércio eletrónico, os de jogos online, os sites das empresas de tecnologia e de produtividade as redes sociais e app stores, e as empresas do PSI 20. Estes indicadores estão estáveis nos últimos meses.

Setores campeões na adoção de HTTPS/TLS (100% de adoção por todos os sites): presidência, parlamento(s) e tribunal constitucional, aeroportos e portos, associações profissionais, ordens e sindicatos e associações desportivas.

Setores campeões na adoção de TLS 1.3 (adoção média superior a 75%): partidos, autoridades de segurança e policias, ensino superior privado, banca e seguros, associações em geral, associações profissionais, ordens e sindicatos, associações desportivas (a 100%), comércio electrónico, jogos online, redes sociais e app stores e empresas do PSI 20.

As redes portuguesas (ISPs e outros sistemas autónomos)

As redes portuguesas (ISPs e outros sistemas autónomos) têm um papel central no estado da Internet Portuguesa, nomeadamente em facetas que dependem diretamente das práticas adotadas na gestão das suas redes.

Cerca de 40% dos utilizadores em Portugal têm acesso ao uso de endereços IPv6 pois os ISPs e outras empresas de serviços já lhes afetam endereços IPv6. Portugal está entre os melhores países da Europa do Sul neste indicador, a par da Grécia. Consultar os APNIC Labs – a origem desta informação. Ver a página completa para uma visão rede a rede e ISP a ISP.

Uma percentagem ignificativa do espaço de endereçamento em Portugal (98%) continua coberto por ROAs (ou Route Origination Authorizations) segundo os APNIC labs. Trata-se de uma das melhores médias a nível mundial como mostra a parte de baixo da página dos APNIC labs indicada. Este indicador continua estável nos últimos meses.

Recentemente a percentagem do espaço de endereçamento mundial, que é endereçado a partir de Portugal, de forma protegida por route validation é, segundo os APNIC labs, passou de cerca de 20% para cerca de 64% em Fevereiro de 2026! Este indicador é um dos melhores dos praticados na Europa do Sul, e bastante superior à média europeia.

Consultando o fundo da página indicada, com a análise individual de cada rede portuguesa, verifica-se que as redes dos ISPs com maior número de clientes residenciais (DIGI, MEO, NOS e VODAFONE) estão a usar os ROAs para filtrarem os pacotes com origem ou destino em redes sem ROAs, com exceção parcial da rede do ISP MEO. A DIGI faz filtragem quase a 100% mas a sua expressão ainda é reduzida em volume de clientes.


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